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Solução para depósitos de agrotóxicos é anunciada

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Foi dado hoje (5/11) um importante passo para a solução de um dos problemas ambientais do Estado que atravessa décadas. Os agrotóxicos apreendidos e não identificados, que estão espalhados em 12 depósitos pelo interior começarão a ter uma destinação adequada. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental(Fepam) e a Bayer CropScience assinaram hoje (5/11) um Termo de Compromisso Ambiental que possibilitará reverter o valor de uma multa em benefícios para a comunidade.
A Fepam havia multado a empresa Aventis, em 5 de agosto deste ano, por produzir, processar, embalar e armazenar em depósitos produtos e substâncias tóxicas perigosas ou nocivas à saúde humana ou ao meio ambiente, sem licença ambiental.

A Bayer CropScience, ao assumir o controle da Aventis , buscou regularizar a situação junto à Fepam. Um deles é dar uma destinação adequada aos agrotóxicos proibidos e de origem desconhecida, que são objeto de ações judiciais movidas pelo Ministério Público Federal contra o Estado. A empresa investirá R$285 mil de sua multa de R$420mil para a destinação dos agroquímicos.

"Estamos conseguindo resolver um problema histórico", comemora o chefe de gabinete da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Fabrício Barreto, coordenador do Grupo de Trabalho de Agrotóxicos do Estado, que também conta com a participação das Secretarias da Saúde e da Agricultura. A próxima etapa é verificar quais as áreas prioritárias que serão atendidas.

O presidente da Fepam, Nilvo Luiz Alves da Silva, acrescenta que um dos locais de onde serão retiradas as embalagens e seus conteúdos será o de Itapuã. Esse distrito de Viamão dispõe de 11 das 250 toneladas de agrotóxicos depositadas no Estado. Nilvo Silva diz, ainda, que a Bayer terá que comprar equipamentos específicos para o atendimento de emergências ambientais da Fepam e do Corpo de Bombeiros de São Leopoldo, unidade mais próxima da fábrica e que atende o Município de Portão. Além disso, a Bayer também terá que contratar um consultoria para realização de um diagnóstico ambiental da região de Portão.

O gerente de produção da Bayer, Gerhard Evelbauer, conta que é a primeira vez que a indústria selou um acordo como este no Brasil, onde a empresa atua há 102 anos. "Veremos qual é o tipo de resíduo de agrotóxico para dar a destinação mais adequada", explica. Ele acredita que possivelmente os produtos serão enviados para o Rio de Janeiro e São Paulo.
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