Rio Grande do Sul leva ao debate global da COP31 a defesa do financiamento climático multinível
Comitiva do RS apresentará sua experiência na reconstrução e fortalecimento da resiliência climática e buscará ampliar parcerias
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O Rio Grande do Sul reforça sua participação nos principais espaços de articulação e decisão da agenda climática global. Na próxima semana, entre os dias 9 e 13 de novembro, uma comitiva liderada pelo governador Eduardo Leite participa da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), em Antália, na Turquia. A missão tem como objetivo apresentar a experiência gaúcha na reconstrução e no fortalecimento da resiliência climática, ampliar parcerias internacionais e contribuir para o debate sobre os caminhos para transformar compromissos climáticos em ações concretas nos territórios.
“A ação climática se torna mais eficaz quando governos nacionais e subnacionais atuam de forma integrada, fortalecendo o federalismo climático e promovendo uma governança multinível capaz de articular competências, recursos e conhecimentos dos territórios para produzir resultados concretos. No Rio Grande do Sul, por meio do Plano Rio Grande, do Plano de Ação Climática e das iniciativas de Transição Energética Justa, buscamos ampliar a resiliência climática e transformar compromissos em melhorias reais na vida das pessoas. A partir da posição que conquistamos na Champ (Coalizão para Parcerias Multiníveis de Alta Ambição pela Ação Climática), organismo internacional para fortalecimento da cooperação multinível, estaremos na COP31 para compartilhar nossa experiência e consolidar o protagonismo do Rio Grande no principal fórum de debate climático global”, afirmou Eduardo Leite.
Um dos principais destaques da participação gaúcha será a apresentação do Plano Rio Grande, planejamento estratégico e integrado do Estado para a reconstrução, a recuperação e o desenvolvimento do Rio Grande do Sul diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. Com mais de 240 projetos em diferentes frentes de atuação, o plano articula respostas aos impactos das enchentes de 2024 com iniciativas de adaptação, prevenção e preparação para eventos climáticos extremos, estabelecendo uma estratégia de longo prazo para tornar o Estado mais resiliente.
A secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Isa Carla Osterkamp, que integrará a delegação gaúcha na COP31, destaca que a participação da secretaria é uma oportunidade de apresentar o trabalho técnico que sustenta a agenda climática do Estado e buscar parcerias para avançar na implementação das ações. “Levaremos experiências como o Plano de Ação Climática e o Plano de Transição Energética Justa, com foco em transformar planejamento em resultados para a população. Queremos fortalecer a cooperação internacional e ampliar o acesso ao financiamento para projetos que reduzam emissões, preparem nossos municípios para os eventos extremos e promovam um desenvolvimento mais resiliente e sustentável”, afirma a secretária.
Sobre a missão
A missão também terá como prioridade defender o fortalecimento do financiamento climático e da cooperação entre governos nacionais e subnacionais. O objetivo é ampliar a integração entre organismos internacionais, instituições financeiras multilaterais, bancos de fomento e governos para que os recursos disponíveis sejam efetivamente direcionados aos estados e municípios, que estão na linha de frente da implementação das políticas públicas e dos projetos de adaptação e mitigação. A agenda inclui debates sobre a estruturação de projetos financiáveis, mobilização de investimentos e mecanismos capazes de aproximar as prioridades globais das necessidades dos territórios.
A participação gaúcha também ganha relevância pela atuação de Eduardo Leite na Champ. Após tomar posse, em Londres, como integrante do Conselho Consultivo Subnacional da iniciativa, o governador passa a contribuir diretamente para a articulação internacional em defesa de uma governança climática multinível. Durante a COP31, participará de reuniões e do Diálogo Político de Alto Nível da coalizão, apresentando a experiência do Plano Rio Grande e defendendo maior protagonismo de estados e regiões na formulação, no financiamento e na execução das políticas climáticas globais.
A programação inclui ainda participações em fóruns e painéis promovidos pela Under2 Coalition, pela rede Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei), pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e por outras organizações internacionais. Entre os temas em debate estão os planos de Ação Climática e de Transição Energética Justa do RS, a construção de infraestrutura resiliente, a adaptação das cidades e a integração entre políticas climáticas, desenvolvimento rural e sistemas alimentares sustentáveis. Com a missão, o Rio Grande do Sul busca compartilhar seus avanços, atrair parcerias e oportunidades de financiamento e fortalecer sua presença nas discussões que definirão os próximos passos da agenda climática internacional.
Texto: Carlos Ismael Moreira/Secom
Edição: Secom