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Jardim Botânico integra oficina sobre gases de efeito estufa para jovens de Viamão

Atividade realizada em Centro da Juventude alia conscientização ambiental e protagonismo juvenil

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Sala cheia de estudantes de costas atentos a palestra.
Encontro destacou a importância da consciência ambiental e do papel das ações humanas na construção do futuro - Foto: Cristian Pelige/Centro da Juventude Viamão

A equipe técnica do Jardim Botânico de Porto Alegre, administrado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), integrou, na quarta-feira (27/8), as oficinas do Projeto Caminho do Lixo, no Centro da Juventude de Viamão. A atividade, conduzida pela equipe de Educação para a Sustentabilidade (Assea), abordou a emissão de gases de efeito estufa (GEE) decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos.

O encontro foi conduzido pela analista ambiental e bióloga Caroline Dal Bosco e pelo analista em educação e historiador Matheus Caprara. A atividade contou com a participação do assessor do Clima da Sema, Ricardo Andreazza. Os especialistas explicaram como o descarte incorreto de resíduos — em especial os orgânicos — contribui para a liberação de gases como o metano (CH₄) e o dióxido de carbono (CO₂), diretamente relacionados ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

O Projeto Caminho do Lixo é uma iniciativa da Sema que promove 13 encontros presenciais com adolescentes e jovens, estimulando a reflexão sobre temas como coleta seletiva, reciclagem, logística reversa, reutilização e economia circular. O objetivo é formar jovens multiplicadores de conhecimento, capazes de aplicar as práticas sustentáveis em suas rotinas e compartilhar os aprendizados em suas comunidades.

A ação integra o eixo de Políticas Sociais Preventivas do RS Seguro, programa do Governo do Estado que busca reduzir a violência por meio da promoção da cidadania, educação e inclusão social.

“Falar sobre mudanças climáticas e falar sobre resíduos é muito importante para que as pessoas compreendam que a destinação correta, como reciclagem e compostagem, é o melhor caminho para diminuir a liberação desses gases tão nocivos”, explicou Mariela Secchi, coordenadora da Assea.

Segundo ela, já é possível observar mudanças no comportamento dos participantes. “Os jovens vêm tomando consciência da sua responsabilidade em relação ao meio ambiente e estão replicando os aprendizados em suas comunidades e escolas, exercendo o papel de jovens multiplicadores”, complementou.

A estudante Giuly Soriano Cunha de Souza, 18 anos, que há um ano participa das atividades no Centro da Juventude, vinculado à Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, destacou que, pela rotatividade natural dos jovens que frequentam o espaço, é essencial dar continuidade a projetos como o Caminho do Lixo. Para ela, isso irá garantir que diferentes gerações possam ter acesso às atividades de educação ambiental e se tornem agentes de conscientização em suas comunidades.

“Eu falo tudo que aprendo em aula para a minha família e amigos, e aos poucos isso vai sendo repassado de pessoa em pessoa. Acho muito importante porque, se todos multiplicarem o que aprendem, teremos uma comunidade mais consciente”, relatou Giuly.

Com a continuidade das oficinas, a expectativa é de que os jovens fortaleçam o compromisso com a sustentabilidade, ampliando a integração entre educação, meio ambiente e prevenção social.

Texto: Milena Oliveira/Ascom Sema.

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