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Governo do Estado reúne especialistas para discutir futuro da logística reversa

Evento da Sema e Instituto Giro reuniu especialistas para tratar de avanços, estratégias e inovação na gestão de resíduos

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“Auditório com pessoas sentadas assistindo a uma mesa de autoridades em uma sessão oficial. Seis pessoas estão sentadas à mesa principal e uma pessoa faz uso da tribuna. Ao fundo, há duas bandeiras — do Brasil e do Rio Grande do Sul — e um telão com apresentação projetada.”
Seminário: Desafios e Oportunidades da Logística Reversa no Rio Grande do Sul, aconteceu no Auditório do MP, em Porto Alegre. - Foto: Igor de Almeida

O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), em parceria com o Instituto Giro, promoveu nesta terça-feira (16/9) o seminário “Desafios e Oportunidades da Logística Reversa no Rio Grande do Sul”. A iniciativa reuniu especialistas do setor público e privado no auditório do Ministério Público do Estado (MP-RS), em Porto Alegre, para debater desde os fundamentos da logística reversa até as estratégias para o fortalecimento da cadeia produtiva.

A abertura do seminário contou com a presença da secretária da Sema, Marjorie Kauffmann, do diretor-presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Renato Chagas, da diretora-presidente do Instituto Giro, Jéssica Doumit, da secretária executiva do Consórcio de Integração dos Estados do Sul e Sudeste (Cosud), Roberta Guimarães,  e da promotora de Justiça do Ministério Público de Porto Alegre, Annelise Steigleder. 

Durante sua fala, a secretária Marjorie destacou que a Sema conta com uma Divisão de Saneamento, dentro do Departamento de Recursos Hídricos, que trabalha justamente para aproximar relações e valorizar esses produtos que, no passado, eram vistos apenas como problemas dentro dos empreendimentos. “Nosso objetivo é fortalecer parcerias e garantir a aplicação efetiva da economia circular, sempre com a inclusão de todas as pessoas e a geração de resultados concretos para o meio ambiente e para a sociedade”, afirmou. 

“Cinco pessoas estão sentadas em uma mesa de madeira no plenário, cada uma com microfone à frente. Uma mulher fala ao microfone enquanto as demais acompanham. Ao fundo, há um painel de madeira e parte de um telão projetado.”
Seminário debate desde os fundamentos da logística reversa até as estratégias para o fortalecimento da cadeia produtiva. - Foto: Igor de Almeida

O primeiro painel temático, intitulado: “A logística reversa de embalagens em geral: avanços e desafios a serem superados no Rio Grande do Sul”, apresentou um panorama dos progressos alcançados, por meio de programas, legislações e políticas públicas vigentes e discutiu os obstáculos que ainda precisam ser enfrentados. Mediado por Gabriel Ritter, engenheiro ambiental e diretor técnico da Fepam, o debate contou com as contribuições de Walter Souza, engenheiro ambiental e chefe da Divisão de Saneamento da Sema, de Annelise Steigleder, promotora de Justiça da Promotoria de Meio Ambiente de Porto Alegre e do presidente do Sindicato da Indústria do Material Plástico do RS (Sinplast), Alfredo Schmidt. 

O segundo painel: “Oportunidades na qualificação da coleta seletiva a partir da logística reversa de embalagens em geral”, destacou o papel das cooperativas na valorização dos resíduos e na inclusão social.  A mediação foi realizada por Marion Heirich, advogada e assessora técnica de Meio Ambiente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). Participaram como painelistas: Jéssica Doumit, diretora-presidente do Instituto Giro; Gilberto Pena, tesoureiro da Cooperativa de Trabalho e Habitação Nosso Lar (Cooperlar); Carlos Eduardo Balestrin Flores, engenheiro sanitarista e representante do Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos (Cigres); e Ana Paula Domingues da Silveira, coordenadora da Cooperativa de Recicladores de Canoas (Coopcamate).

Já o terceiro painel “Logística reversa de embalagens em geral como estratégia de desenvolvimento da cadeia produtiva” tratou das oportunidades econômicas do setor e da inovação como ferramenta para ampliar o reaproveitamento de materiais. A discussão foi mediada por Ailton Storolli, responsável técnico da Associação de Logística Reversa de Embalagens (Aslore), e contou com as participações de Tânia Sassioto, diretora de inovação da Eureciclo; Alfredo Schmitt, presidente do Sindicato da Indústria do Material Plástico no RS (Sinplast); Clineu Nunes Alvarenga, presidente do Instituto Nacional da Reciclagem (Inesfa); e Rodrigo Petry Terra, advogado especializado em jurídico tributário. O painel destacou que a logística reversa, além de ser uma estratégia ambiental, representa também um vetor de inovação e desenvolvimento para a indústria.

Cases de impacto ambiental positivo

Encerrando a programação, foram apresentados dois cases de impacto ambiental positivo, voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa e à qualificação da reciclagem. O primeiro, intitulado Impactos da reciclagem na emissão de carbono”, foi desenvolvido pela empresa Planton em parceria com a Eureciclo e apresentado por Sara Link, gerente de Sustentabilidade e sócia da Planton. O estudo evidenciou os benefícios da reciclagem na mitigação da crise climática, trazendo dados concretos sobre como o reaproveitamento de materiais contribui para diminuir a pegada de carbono.

O segundo case, intitulado “Qualidade na reciclagem: dados para transformar a cadeia de revalorização dos resíduos”, realizado em conjunto pela Consultoria Hélice e a cooperativa Vaus e Mãos Verdes, foi apresentado por Diogo Yano, pesquisador em Economia Circular na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e sócio da Vaus – Consultoria em Economia Circular. A pesquisa destacou a relevância do monitoramento e da geração de indicadores sobre a qualidade do material reciclado, apontando caminhos para ampliar a eficiência da cadeia produtiva e agregar valor aos resíduos.

Histórico da logística reversa de embalagens no RS

O seminário ocorre em um momento importante para a gestão de resíduos no Rio Grande do Sul. Em 2025 entrou em vigor a obrigatoriedade de comprovação do cumprimento da Resolução Consema nº 500/2023, que estabelece normas vinculantes para a logística reversa de embalagens, uma das legislações mais importantes sobre o tema no Estado. 

Publicada em 2023, a resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente  (Consema) determina responsabilidades para fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos embalados que, após o consumo, tornam-se resíduos sólidos descartados em residências ou no pequeno comércio.

Ao promover esse debate, o Governo do Estado busca estimular ações que ampliem os índices de reciclagem e acelerar a transição para um modelo de desenvolvimento mais sustentável, fortalecendo a integração entre setor público, privado e sociedade civil, um dos compromissos da gestão pública ambiental do Rio Grande do Sul. 

O evento completo pode ser conferido no canal da Sema no YouTube

Texto: Tamires Tuliszewski – Ascom Sema

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