Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria do

Meio Ambiente e Infraestrutura

Início do conteúdo

Governo entrega licença para operação da primeira fábrica de fertilizante fosfatado natural do Rio Grande do Sul

Empreendimento da Águia Fertilizantes já soma R$ 230 milhões em investimentos e poderá produzir até 300 mil toneladas anuais

Publicação:

Governo entrega licença para operação da primeira fábrica de fertilizante fosfatado natural do Rio Grande do Sul
Governo entrega licença para operação da primeira fábrica de fertilizante fosfatado natural do Rio Grande do Sul - Foto: Igor de Almeida/ Ascom Sema
Por Cassiano Cavalheiro/Ascom Fepam

O governo do Estado realizou, na manhã desta sexta-feira (15/5), a entrega da Licença de Operação para a Águia Fertilizantes S.A., responsável pelo Projeto Fosfato Três Estradas, em Lavras do Sul. A licença foi entregue pelo governador em exercício Gabriel Souza, pela secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura Marjorie Kauffmann, e pelo presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Renato Chagas, na presença de autoridades e representantes das entidades, do município e do empreendimento, em cerimônia realizada no Palácio Piratini, em Porto Alegre.

Com o documento, a empresa inicia a operação do Projeto Fosfato Três Estradas e começará a atuar em uma unidade industrial no município de Caçapava do Sul. A produção inicial terá capacidade de até 150 mil toneladas por ano.

A expectativa da empresa é produzir cerca de 70 mil toneladas ainda em 2026. Em uma segunda etapa, prevista para 2027, a Águia Fertilizantes iniciará a implantação de um novo complexo industrial junto à mina de Três Estradas, em Lavras do Sul, ampliando a capacidade produtiva para até 300 mil toneladas anuais de fertilizantes fosfatados.

O governador em exercício Gabriel Souza destacou a importância estratégica do empreendimento para o desenvolvimento econômico do Estado e para o fortalecimento do agronegócio gaúcho.

“O Rio Grande do Sul possui riquezas naturais importantes e uma das principais delas é o fosfato, insumo essencial para o setor primário e para o agronegócio. Esse investimento representa um avanço para que o Estado comece a produzir aqui um produto estratégico, reduzindo a dependência de importações, os custos para os produtores e os impactos de um cenário geopolítico internacional cada vez mais complexo", apontou Souza.

Para a secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, a entrega da licença representa o resultado de um processo técnico aprofundado, conduzido com responsabilidade ambiental e segurança jurídica.
"A entrega desta licença demonstra que é possível compatibilizar desenvolvimento econômico, geração de empregos e responsabilidade ambiental. O trabalho técnico realizado ao longo do processo garantiu segurança ambiental ao empreendimento e previsibilidade para os investimentos, fortalecendo a produção regional e o agronegócio gaúcho", afirmou Marjorie.

Chagas destacou o amadurecimento técnico construído durante a tramitação do licenciamento. “Ao longo do processo de licenciamento, tecnologias evoluíram e discussões técnicas de alto nível foram realizadas entre as consultorias ambientais e as equipes técnicas da Fepam. Esse amadurecimento foi fundamental para que chegássemos a um projeto robusto sob todos os aspectos ambientais, operacionais e de controle".

Desde o início das atividades, em 2011, a empresa já investiu cerca de R`$ 230 milhões em pesquisas minerais, estudos ambientais, infraestrutura de mina, adequação industrial e licenciamento ambiental.

Atualmente, a Águia Fertilizantes gera aproximadamente 80 empregos diretos. Com o início da operação da mina, o número deve chegar a cerca de 110 empregos, podendo ultrapassar 150 postos de trabalho com a entrada em operação da nova fábrica prevista para os próximos anos.

O gerente-geral da empresa, Diego Boeira, ressaltou o comprometimento da empresa e do Estado ao longo do processo e falou que a estrutura industrial já existente em Caçapava do Sul permitirá o início da operação em breve.

“Ao longo do processo, realizamos estudos complementares que fortaleceram o licenciamento e deram ainda mais segurança técnica e jurídica ao projeto. Hoje temos a convicção de que construímos um empreendimento sólido, dentro da legislação e com responsabilidade ambiental", reforçou Boeira.

Sema - Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura