Fórum Gaúcho de PmaisL
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O conceito de "produção mais limpa" foi criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em 1989, visando a nomear o conjunto de medidas que tornam o processo produtivo mais racional, com uso inteligente e econômico de utilidades e matérias-primas, principalmente com mínima ou, se possível, nenhuma geração de contaminantes. De acordo com sua definição original, produção mais limpa é a aplicação contínua de uma estratégia ambiental integrada e preventiva a processos, produtos e serviços, com a finalidade de aumentar a eficiência e reduzir os riscos aos seres humanos e ao meio ambiente.
Sai mais barato reduzir o consumo de água no processo industrial do que tratar o efluente. São dois custos reduzidos em um só: a conta da água e a despesa para tratá-la. Esses ganhos, aparentemente internos das empresas, traduzem-se em conquistas socioambientais. Quando uma empresa diminui o descarte de resíduos ou de efluentes também diminui o risco à sociedade e ao economizar água estará disponibilizando mais desse importante recurso ambiental - a cada dia mais escasso a todos.
É muito importante a mudança de comportamento. É essencial aumentar a ecoeficiência dos processos de produção, articular a cadeia produtiva e repensar os seus produtos. O objetivo é uma sociedade sem resíduos, que passaria por futuros estágios mais avançados de ecoeficiência. Resíduo é matéria-prima mal ou não totalmente aproveitada. Tecnologias de remediação e destinação de resíduos, efluentes ou emissões industriais, hoje soam como sinônimo de metodologias superadas, de alto custo, e são aceitas apenas como forma de cumprimento às obrigações legais das empresas.
Técnicas e programas de produção mais limpa têm sido desenvolvidos de forma muito efetiva por todo o mundo, inclusive no Brasil.
No Rio Grande do Sul, ações de produção mais limpa estão se desenvolvendo em ritmo considerável. Sua condição de região industrializada e de elevada consciência ambiental tem formado uma rede de interessados na P+L com propósitos bem definidos, englobando os órgãos ambientais, o setor industrial, as associações de classes e o meio acadêmico, tendo originado, com sucesso, a implantação do Fórum Gaúcho de PmaisL (FGPmaisL), em novembro de 2006, por meio do decreto n° 44.723.
Destinado a promover discussões entre os segmentos público, privado e acadêmico sobre produção mais limpa, consumo sustentável e ecoeficiência, o FGPmaisL visa a difundir a prevenção como instrumento da conservação ambiental e estimular a adoção de procedimentos e de tecnologias que resultem em ações de produção mais limpa, melhorando a eficiência dos processos e reduzindo os riscos ao meio ambiente e à saúde dos trabalhadores.
A implementação da produção mais limpa como prática de ecoeficiência é, sobretudo, um exemplo de responsabilidade social corporativa e de sustentabilidade.
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